Entenda o que é bullying

Entenda o que é bullying

bullying

O bullying é um comportamento agressivo, intencional e repetitivo, que envolve um desequilíbrio de poder e força, podendo causar sérios danos ao psiquismo dos envolvidos. Nos últimos tempos, diversos casos desse tipo de violência em escolas passaram a ganhar bastante destaque na imprensa, preocupando pais e educadores.

Os autores do bullying são aqueles que praticam agressões contra os colegas, vitimizando os mais fracos e usando a agressividade para se impor e liderar algum grupo. Costumam humilhar os colegas para serem valorizados socialmente. Esse tipo de atitude pode surgir diante de alguma diferença física ou comportamento social específico. Exemplos: óculos de grau ou aparelho ortodôntico, doença, deficiência física ou intelectual; baixo peso ou obesidade, raça, etnia, condição socioeconômica diferente da maioria, entre outros.

Já as vítimas de bullying são aquelas que estão expostas de forma repetitiva e, durante algum tempo, às ações negativas praticadas por um ou mais alunos no ambiente escolar. Elas podem sofrer silenciosamente com as agressões ou podem agir de maneira impulsiva, provocando ou agredindo outros colegas.

O bullying difere de outros tipos de agressões justamente pelo fato de ser um comportamento repetitivo, deliberado e intencional, que não está relacionado a divergências de ponto de vista ou de ideias contrárias que provocam desentendimentos e brigas.

Desde a década de 70, estudos apontam que esse fenômeno sempre existiu no ambiente escolar, porém não era caracterizado como tal por se acreditar que não se passava de brincadeira inofensiva entre os estudantes. Atualmente, o bullying faz parte até mesmo de locais de trabalho e, mais recentemente, das mídias sociais.

O que você pode fazer para prevenir e interromper o bullying

Escolas e educadores

Prevenir e interromper o bullying envolve um compromisso para criar um ambiente seguro onde as crianças possam prosperar, socialmente e academicamente, sem ter medo. Nas escolas é fundamental a presença de um psicólogo para ajudar a reconhecer comportamento e atitudes que dificultam as relações interpessoais.

Dessa forma, o profissional poderá desenvolver estratégias próprias de intervenção e prevenção, contribuindo para o desenvolvimento de competências e habilidades de todos os agentes educacionais e alunos envolvidos no contexto escolar.

Pais

Se o seu filho sofre bullying

Nem toda criança conta aos pais que estão sofrendo bullying. Por isso, observe alguns sinais que podem indicar esse tipo de agressão, como roupa rasgada, hesitação sobre ir à escola, diminuição do apetite, pesadelos, choro, depressão e ansiedade.

Se o seu filho estiver sendo intimidado, não diga a ele para deixar o assunto de lado ou esquecê-lo. Em vez disso, tenha conversas abertas para que você possa entender o que realmente está acontecendo na escola. Mais importante que isso, deixe seu filho saber que você pode ajudá-lo.

Se o seu filho é quem provoca o bullying

Desde cedo, eduque seus filhos a perceberem e respeitarem as diferenças interpessoais, estimulando a tolerância e também a empatia diante do sofrimento alheio. Todas as crianças devem saber que bullying traz muito sofrimento, portanto, é essencial ensinar isso aos filhos.

Além disso, faça do seu lar um exemplo. Os pais precisam ser exemplos positivos para os filhos, tanto em seus relacionamentos com outras pessoas quanto com eles mesmos.

Psicoterapia

A psicoterapia é uma ferramenta eficaz para trabalhar o bullying com as crianças. O profissional poderá atingir diretamente as questões relacionadas ao fortalecimento de vínculos nas relações interpessoais e desenvolver habilidades úteis na situação de conflito interpessoal (autocontrole emocional, resolução de problemas, expressividade emocional, dentre outros).

Se você acredita que seu filho esteja passando por uma situação de bullying, procure a escola e a ajuda de um especialista.

Referências:

American Psychological Association: http://www.apa.org
A contribuição da psicologia escolar na prevenção e no enfrentamento do Bullying – Revista Semestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, SP. Volume 16, Número 1, Janeiro/Junho de 2012. http://www.scielo.br/